Ombro a ombro com os indígenas do litoral, na Satyagraha de Gandhi

(TV 247)

9 MIN LEITURA

Que a memória se converta em inteligência coletiva para deter a barbárie. Que o crime cesse. Que a civilização possa dar um salto quântico, o de exercer o controle jurídico antes da consumação do crime.

São Paulo – Sérgio Storch


Quem traz a memória das vítimas do Holocausto tem este compromisso com toda a humanidade. Se seguimos a essência do que recebemos, as lições bíblicas de amar ao próximo como a ti mesmo, pimenta nos olhos do outro não é refresco. O genocídio indígena nas Américas é o mais trágico de todos eles

Calma. Não espere que a ficha caia. Não cai. As fichas descem, aos pouquinhos. As mentalidades têm o apego às crenças, clichês, diz-que-diz-que, mitos, globonews e jovempan. A conversão é lenta. Mas o emburrecimento coletivo nunca é definitivo.

Uma ondinha de mal estar começou a circular há 10 dias, com a fala do cidadão que deixou entrever com nitidez a ameaça do nazismo. A sem-cerimônia em parafrasear Goebbels, o ícone da manipulação de massas nazista, provocou até o embaixador que há um ano saltitava na sua festa celebrando a amizade pragmática de Bolsonaro e Netanyahu, parceiros do fascismo internacional de Steve Bannon.

Caídas como raio em céu azul, as palavras começaram a abrir os olhos de pessoas ainda entorpecidas com a ilusão do primeiro ano, de que alusões a “fuzilar a petralhada” podem não ter nada a ver conosco, naquela estreiteza de “pimenta nos olhos do outro é refresco”.

O Goebbels nas entrelinhas fez começar a sair da amnésia, e lembrar que o nazismo foi um processo. Todos lembram as palavras do pastor Niemoller: “Primeiro levaram os comunistas, mas não falei, por não ser comunista. Depois, perseguiram os judeus. Nada disse então, por não ser judeu. Em seguida, castigaram os sindicalistas. Decidi não falar, porque não sou sindicalista. Mais tarde, foi a vez dos católicos. Também me calei, por ser protestante. Então, um dia, vieram buscar-me. Não havia mais quem pudesse falar.” (…)

Fotos: Wikimedia (Domínio Público)

Frente Dom Paulo

Redação Frente Dom Paulo

Um comentário em “Ombro a ombro com os indígenas do litoral, na Satyagraha de Gandhi

  • 16 de fevereiro de 2020 em 09:27
    Permalink

    Prezados

    Identifiquei-me muito com essa proposta.
    Moro no interior de São Paulo, em Itatiba, próximo a Campinas.
    Gostaria de saber se há um local próximo que promova atividades ligadas a esse grupo.

    Antecipadamente agradeço e parabenizo pela maravilhosa iniciativa
    Marcia Epstein

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