Entendendo o Sínodo da Amazônia e os que são contra o discurso climático do Papa Francisco

(MIRA: Movimento Internacional de Responsabilidade e Ação)

O Sínodo da Amazônia, que mobilizará 250 líderes religiosos em Roma, começa neste domingo (dia 06) e será a prova de fogo do poder do Papa diante do mundo.

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O que hoje chamam de “discurso climático” do Papa Francisco, não vem de agora. Em 2013, em sua primeira viagem internacional, quando visitou o Brasil, o Papa fez no Rio de Janeiro sua primeira fala sobre a Amazônia e vem crescendo desde aí seu compromisso com as questões ambientais.

Não é de hoje também que esse Papa argentino preocupa aos governos, mas também irrita a gente da própria igreja. Jorge Bergoglio ganhou uma oposição feroz nas alas mais conservadoras do clero. O ódio mostra sua cara, inclusive, dentro da Igreja, por cléricos que chamam Bergoglio, no mínimo, de “herege”. Um cardeal americano, Raymond Burke e o bispo Athanasius Schneider convocaram 40 dias de jejum contra as supostas “heresias” contidas no documento preparatório do Sínodo, mas nos soa estranho, pois esses não fizeram nenhum jejum público por crianças abusadas pela Igreja ou pelas ignomínias cometidas por séculos.

 

Heresia na Igreja

 

Um dos pontos questionados é que a Amazônia sofre com a escassez de sacerdotes, um dos temas polêmicos levantados pelo Papa no sínodo é a discussão de uma proposta que prevê a ordenação de homens casados, preferivelmente indígenas, como padres. Para Burke e Schneider, esses homens seriam o equivalente a “padres de segunda classe capazes de realizar rituais xamânicos”. O que talvez seja muito bom para essa e todas as igrejas. (…)

 

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Frente Dom Paulo

Redação Frente Dom Paulo