Defensores da supremacia branca ampliam alcance através de sites

(O Globo / The Ney York Times)

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Nova York — Enquanto os americanos lamentavam a morte de nove pessoas em uma paróquia em Charleston, na Carolina do Sul, em junho, um site defensor da supremacia branca estava ocupado publicando artigos com outro ponto de vista: crime negro contra pessoas brancas. “Macaco adolescente é preso por assassinar um homem branco por tédio”, informava uma manchete.

Depois que Dylann Roof, um homem branco de 21 anos, e autor de um manifesto antinegros, foi preso e acusado dos assassinatos em Charleston, comentários publicados em um outro site defensor da ideia de supremacia branca, “Stormfront.org”, lamentavam a possibilidade de o massacre levar ao controle de armas. “Os judeus querem as armas dos homens brancos. Fim da história”, escreveu uma pessoa de Utah.

Na esteira do massacre na igreja, muitos grupos supremacistas se anteciparam em negar qualquer relação com Roof e qualquer papel nas mortes. Apesar de Dylann Roof parecer ter tido contato com entusiastas dessas ideias, os investigadores dizem que essas pessoas não parecem ter encorajado os disparos mortais. Ainda assim, Roof abraçou claramente a visão de mundo deles, segundo as autoridades. Enquanto os investigadores analisam as informações de equipamentos digitais de Roof, um manifesto de quatro páginas aparentemente escrito por ele antes das mortes oferece um plano para uma supremacia branca contemporânea. O documento contém amargas queixas sobre crime negro e imigração, defende as virtudes da segregação e debate a possibilidade de um enclave totalmente branco no Noroeste dos EUA  (…)


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Frente Dom Paulo

Redação Frente Dom Paulo