As origens das chamadas “Facções Criminosas”

(TV Cultura SP)

4 MIN LEITURA

São Paulo (Rodolfo Konder) — Em julho de 1984, no auge da campanha pelas Diretas Já, a TV Cultura promoveu o principal, mais franco e mais aberto debate sobre o Sistema Prisional com presos, egressos e autoridades do Poder Executivo e do Poder Judiciário.

Foi a primeira experiência de organização de presos no Brasil, com supervisão do Estado e que, após este programa, foi detonado pelo Juiz de Execuções da época – Haroldo Pinto da Luz Sobrinho – acusando os presentes, de estarem tentando criar um Sindicato do Crime dentro das prisões paulistas. O próprio juiz deu o nome de Serpentes Negras a este movimento que, na verdade era o Projeto Humanização da Prisão, desenvolvido pela Secretaria de Justiça sob o comando de José Carlos Dias.

A repressão a este trabalho e a extinção da Comissão de Solidariedade deixou um vácuo institucional que possibilitou aos presos a se organizarem por conta própria, sem supervisão do Estado e que depois do Massacre do Carandirú, em 1992, ficou conhecida como “facções criminosas” (…)