21/01: Combate à Intolerância Religiosa

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Em 21 de janeiro de 2021 celebraremos virtualmente e em várias cidades o Dia Nacional de Combate á Intolerância Religiosa, criado pela Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007.

Em 2020 celebramos essa data em 22 cidades (link), numa rede de 6 organizações: a Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz (com link), a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, a Koinonia Direitos Humanos, a Rede Fale!, a Igreja Betesda, a EIG – Evangélicas pela Igualdade de Gênero, o CONIC – Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil. (com links naquelas que têm link – te darei a lista)

Face ao surto de ódio que grassa no país provocado pela irresponsabilidade dos governantes atuais, a celebração e conscientização desta data torna-se ainda mais urgente

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SAIBA MAIS

Essa data passou a ser referência para o combate à intolerância motivada por religião. Nasceu a partir de um caso emblemático advindo de violência praticada contra religiões de matriz africana, nessa mesma data no ano 2000, quando faleceu vitimada por um infarto a sacerdotisa, yalorixá Gildásia dos Santos, a Mãe Gilda, liderança religiosa do Ilê Axé Abassá de Ogum em Salvador, Bahia. Ela havia sido vítima de uma campanha promovida por religiosos de um segmento cristão pertencente a uma determinada igreja conhecida por “combater” as religiões afro-brasileiras, na qual era acusada de charlatanismo, tendo inclusive sua casa atacada e pessoas de sua comunidade sendo agredidas, bem como, sua foto publicada em periódico da igreja de forma depreciativa e acusatória, incitando às violências.

Esse desprezo à vida humana tem origem na nossa construção histórica desde a colonização, que baseou-se em visões que desconheciam a espiritualidade nativa dos povos originários e à frente, a dos povos escravizados que para aqui foram trazidos, atitudes estas que modernamente, face um processo de mudança do panorama religioso nacional, propiciou uma verdadeira consolidação de visões que não respeitam a diversidade religiosa presente no país, permeada por múltiplas pertenças religiosas e visões do sagrado.

O 21 de janeiro, veio se colocar como um momento para propiciar conscientização e reflexão acerca da intolerância religiosa que na esfera nacional, somente a partir de fins de 2011, passou a ter espaços estatais destinados a recepção de denúncias neste campo de violações, como o Disque 100.

Postaremos notícias aqui até uma semana antes da celebração.

 

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Redação Frente Dom Paulo